Esportes


Empreendendo contra paradigmas seculares,,, é bastante difícil, mas não
impossível

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O que nasceu de uma singela brincadeira está prestes a se tornar um
negócio bastante rentável. Mais do que isso, abre possibilidades de
contribuir para popularizar um dos esportes mais elitizados do mundo: o
golfe. Trata-se do Hole One, equipamento que serve para exercitar o
‘putting’, a jogada final do golfe. O dispositivo foi concebido por
Valdecir Carlos de Jesus, morador do Jardim Avelino desde 1999.
Tudo começou em janeiro de 2004. Ao passar as férias em uma Chácara de
Itupeva, interior de São Paulo, Valdecir, gerente de Comércio Eletrônico
do Hotel Transamérica, estava preocupado em arrumar uma forma de
diversão para as oito crianças. Resolveu, então, esculpir tacos de
madeira numa pequena serraria.
Durante o dia, adotando rolhas de champagne como pino para a primeira
tacada todos se distraiam no campo de futebol improvisado para o golfe.
As noites chuvosas, porém, impediam a continuidade das brincadeiras. Foi
aí, que Valdecir, movido pelo seu forte gênio criativo e para colocar
ordem nas algazarras, teve a idéia de criar buracos artificiais que
pudessem ser instalados numa sala fechada.
Da mesma forma como bolou os tacos, os modelos pioneiros dos buracos
nasceram a partir de pequenos potes de sorvete, latas de cervejas e
caixas de sapato. A evolução foi notável. Valdecir modelou pequenas
pranchas de madeira com buracos em nível um pouco mais alto para
exercitar a tacada final em espaços reduzidos.
Morador na região de Vila Prudente há 21 anos, Valdecir é o criador e
dono da patente Hole One. Extremamente práticas, essas plataformas
servem para todas as ocasiões e inimagináveis áreas. Além de serem
destinadas a prática de tacadas em corredores, podem até ser utilizadas
como peças decorativas em escritórios ou em qualquer ambiente.
“Durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula do ano passado, pilotos e
equipes se divertiram no Hotel Transamérica praticando tacadas nas
plataformas”, disse. “A minha preocupação, no entanto, é que esses
equipamentos possam servir para democratizar o acesso ao golfe,
sobretudo das crianças”.
O sucesso das suas invenções ganhou terreno. Em 2005, durante o Golfe
Games, promovido pela Revista Caras no Hotel Itanhaingá, diversos
artistas globais receberam como prêmios suas invenções. Atualmente,
possuem pranchas da Hole One personalidades das mais diferentes áreas de
atuação. Exercitam nos equipamentos, por exemplo, o craque da seleção
brasileira Káka, o preparador físico da seleção brasileira, Moraci
Sant’anna e o presidente da Mccan Erickson, Percival Caropreso.
O envolvimento de Valdecir com golfe surgiu no começo de janeiro de 2004
quando resolveu aceitar o convite do professor Mateo Mancini, instrutor
do Hotel Transamérica, para dar umas tacadas. Foi paixão à primeira
vista. “Bastaram apenas três tacadas para sentir o fascínio que o golfe
oferece aos seus praticantes”, revelou. “É uma forma de rejuvenescer,
esquecer as dores e voltar a ser criança”.
Em casa Valdecir navegou na internet e varou a madrugada para buscar
todas informações sobre o golfe. “Tinha uma admiração à distância sobre
a etiqueta que rege este esporte, mas não imaginava seu alcance e
potencial”, explicou. “Parece simples, mas exercitar o efetivo controle
da força do braço seguindo todas as regras e o grau de respeito da
etiqueta pode ajudar as crianças a se desenvolverem como cidadãos”.
FASCÍNIO PELA ETIQUETA
Ao voltar das férias, Valdecir se inscreveu num curso para árbitros de
golfe, realizado no próprio Hotel. Durante as conversas com
participantes contou um pouco da história vivida nas férias, e despertou
a curiosidade geral em conhecer os tacos e buracos que foram
confeccionados.
Para sua surpresa, todos comentaram que deveria levar a idéia para uma
linha de produção efetiva. Era daquilo que precisavam em seu dia a dia
para treinar e não havia algo parecido no mercado. Imediatamente,
procurou profissionais da área de marcas e patentes.
Depois de alguns meses começou a produção, que hoje envolve marcenarias,
funilarias e outros profissionais da região. Existem seis modelos de
Hole One, alguns dos quais mais aperfeiçoados até com silenciadores nas
caçapas. O kit com prancha, duas bolas e um taco saí por R$ 340.
Um dos modelos, que está para ser lançado, é o Evolution. De dimensões
maiores, todo arrendondado a prancha pode ser peça decorativa e custa
R$ 540, com duas bolas um taco. Com vendas pela internet, Valdecir já
exportou seus produtos para países como Alemanha, Holanda, Austrália,
Itália, EUA e Paraguai. “Recebi fotos da Universidade de Oklahoma, dos
EUA, com alunos praticando com o Hole One numa biblioteca”, conta.
Lutando contra o que chama de ‘falta de cultura de golfe’ no País,
Valdecir está aberto a parcerias para colocar sua produção em alta
escala e baratear os produtos. Por outro lado, também acalenta uma
utopia: massificar a prática da tacada final, chamada de ‘putting’.
“Minha intenção é fomentar a participação de adolescentes e formar novos
campeões”. Para isso, até idealizou o Projeto Street Golfe, quando pode
fechar ruas, estacionamentos e grandes áreas a céu aberto, instalar
centenas de pranchas.
Para essas e outras ocasiões o desafio é de quem consegue não apenas
acertar as caçapas, mas controlar a força do braço de tal forma que a
bolinha estacione na parte superior. Não é fácil, nem impossível,
principalmente para quem sempre acredita em superar desafios, como
Valdecir, filho de humilde pedreiro nascido em Bom Jesus dos Perdões,
interior de São Paulo, e que após terminar o curso de Economia resolveu
tentar a vida na cidade grande.
Números e etiqueta do golfe

Guillermo Piernes 
 

Um inventor brasileiro busca que uma parte do jogo do golfe integre as brincadeiras infantis nas ruas como a bola de futebol, além de ajudar no lazer corporativo e de astros da seleção brasileira que disputam o campeonato mundial de Alemanha.

“Nossa intenção não é a de tirar o glamour do esporte, o que queremos é aumentar consideravelmente o numero de praticantes e seguidores de golfe e quem sabe num futuro próximo contribuirmos como a formaçao de melhores cidadãos”, resume o economista Valdecir Carlos de Jesus, que divulga junto a sua invenção as regras de ética e educação do golfe.

Valdecir desenhou um equipamento batizado de Hole One, para exercitar o ‘putting’, a jogada final e de alta precisão do golfe. A plataforma que permite que várias pessoas joguem ao mesmo tempo. O equipamento ajuda a formar excelentes jogadores de putt e aproxima a muitos ao jogo de golfe no Brasil, segundo o inventor que já enviou equipamentos para universidades dos Estados Unidos.

O preparador físico da seleção brasileira de futebol, Moraci Sant´anna, solicitou a inventor que enviasse seis plataformas para a concentração brasileira durante o campeonato mundial, para lazer dos jogadores. Kaká, o astro do Milan, possui uma das plataformas a mais de um ano. Kaká e Ronaldo são dois dos integrantes da seleção brasileira de futebol que praticam golfe regularmente.

Vários executivos passaram a usar as plataformas, realizadas em madeira e com pintura automotiva, para treinar o putting nos seus escritórios, informa Valdecir que espera que milhares de crianças possam em breve praticar o golfe de rua. As regras completas do golfe de rua são encontradas no site http://www.golfederua.com.br


FOTOS: Divulgação
DIVULGAÇÃO: 24.07.2005 – 09:19 h.

Nascido em Bom Jesus dos Perdões – interior de São Paulo – nosso personagem do mês de julho é Valdecir Carlos de Jesus (foto). Gerente de Comércio Eletrônico do Hotel Transamérica, é casado com Marilisa Vitti há 21 anos, e é pai de Artur (19) e Bruna (18). Um homem simples, mas com uma vontade sem igual de fazer amigos.

Conheça nesta entrevista exclusiva, um pouco da história desse paulista – que ainda carrega consigo os trejeitos interioranos – e o quão o golfe é importante em sua vida, fazendo com que sua criatividade desse luz a um negócio que vem conquistando o mundo, o Hole One (dispositivo para a prática do golfe em qualquer lugar).

Persona – Como você conheceu o golfe?

Valdecir – Sempre me interessei pela “etiqueta do golfe”. A “etiqueta” que incute em seus praticantes o respeito às suas coisas, o respeito à natureza e principalmente; o respeito ao próximo. A partir daí, me tornei um leitor assíduo das matérias que diziam respeito a essa modalidade esportiva. Ao longo desses anos, muita gente me convidou para ir a um campo para experimentar a sensação de dar uma tacada, mas sempre relutei. Como tudo tem a sua primeira vez, atendi a um convite do professor Mateo Mancini [professor do Hotel Transamérica] e fui para campo com ele. Bastaram apenas três tentativas para que eu pudesse entender o fascínio que o golfe exerce em seus praticantes. É muito bom, parece que você rejuvenece, esquece das dores e volta a ser uma criança. Recomendo a todos os meus amigos que pratiquem o golfe e aumente sua expectativa de vida, pois para mim, o golfe é revigorante.

P – O que o motivou a criar o Hole One?

V – O Hole One nasceu da necessidade de botar ordem num ambiente com 8 crianças que só faziam algazarras e que queriam aproveitar as noites das férias escolares de janeiro de 2004. Tinha que arrumar alguma coisa para fazer à noite e como eu havia feito alguns tacos de madeira para brincarmos de golfe durante o dia, num campo de futebol, precisávamos dar continuidade à essa brincadeira. Assim, de posse de algumas latas de cerveja, potes de sorvete, caixas de sapato e outros descartáveis comecei a formatar alguns modelos de buracos para que todos pudessem se divertir nas madrugadas de nossas chuvosas férias.

P – Em que momento percebeu que se tratava de um bom negócio?

V – Ao retornar para o trabalho, tive a oportunidade de participar de um curso para árbitros de golfe, que estava sendo realizado no Hotel Transamérica. Durante conversas com participantes que queriam saber da minha relação com o golfe, contei um pouco da história vivida ao longo das férias, despertando neles curiosidade em conhecer os tacos e buracos que havia confeccionado. Para minha surpresa, todos foram unânimes em comentar que eu deveria levar a idéia para uma linha de produção efetiva, pois era daquilo que precisavam em seu dia a dia para treinar o esporte, e que não havia algo com aquela portabilidade e simplicidade disponível no mercado. Pensei que poderia ser uma boa idéia, afinal, se a brincadeira serviu para entreter as “minhas crianças”, talvez pudesse servir para a distração e diversão de outras pessoas também. Procurei profissionais da área de marcas e patentes e começamos a luta.

P – Como é ter seu produto sendo vendido mundo afora?

V – Fico muito feliz em saber que brasileiros e estrangeiros estão se interessando pelo produto, que como disse; é simples, mas precisava de alguém para fazê-lo, e eu tive a felicidade de ser o escolhido para essa missão interessante que cresce a cada dia. Costumo dizer que Hole One é um jeito bom de fazer amigos. Produzimos muitos dispositivos para serem oferecidos como brinde pelas empresas, e com certeza quem ganha um, não esquece jamais. Quem sabe, em breve eu consiga entregar Hole One para auxiliar na recuperação dos pós-operatórios infantis. Será extremamente gratificante auxiliar na coordenação motora, no equilíbrio e na auto-estima dessas crianças, mas para isso preciso do apoio de empresas que queiram compartilhar a alegria de um sorriso comigo. Afinal, ainda não produzo putters…ainda!

P – Para onde caminha o Valdecir? E o Hole One?

V – Caminha em busca de um objetivo que, é claro, só pode ter sido traçado por Deus, que é o de levar um pouco de alegria às pessoas, através do golfe. Registrei um projeto muito bonito que poderá dar uma nova roupagem ao golfe, através de uma apresentação extremamente diferente de tudo o que já se viu até hoje. A intenção é fomentar a participação da juventude nesse novo negócio que uma hora vai despontar e formar novos campeões. Uma utópia? Pode até ser, mas novamente vem a frase: "alguém tem que acreditar". Há alguém que se habilita a encarar esse desafio comigo? O tempo dirá…

P – Qual o significado do golfe para você?

V – O golfe para mim é o fazedor de gente do bem, e por esse motivo, deveria ser ensinado nas escolinhas, quando a criança está aprendendo a ler e a escrever. O golfe é a arma contra tudo de ruim que vivemos no mundo, é mais que um esporte, é uma filosofia de vida. E pensar que tudo começou com uma tacada no dia 10 de Janeiro de 2004. Santo Sêo Mateo!!!

P – Profissionalmente, como executivo do Hotel Transamérica, o golfe trouxe benefícios em seus relacionamentos?

V – Indubitavelmente. Talvez se um ou outro daqueles que participaram do curso de árbitro comigo, lerem essa matéria, poderão testemunhar que foi através do contato com eles que muitas unidades habitacionais dos nossos hotéis foram reservadas, além do que, a ligação entre empresários de diversos setores com o nosso é de muita valia. Oferecemos produtos para Turismo, Lazer e Negócios, ou seja, toda a camada produtiva e de negócios mantém contato conosco, e com o golfe estes contatos se afinam e passam a existir de uma forma mútua de participação, com isso, aumenta-se a parceria e como já é sabido, em uma parceria todos os lados devem ganhar.

Para saber mais sobre o Hole One e conferir os diversos modelos, acesse www.holeone.com.br

Se você é um sortudo que já ganhou uma pranchinha Hole One e fica aí pensando quem foi o camarada que teve a brilhante idéia de criar dispositivos tão interessantes e que são realmente capazes de levar diversão aos lares, praças e escritórios, mate a sua curiosidade, este na foto abaixo sou eu,  Valdecir Carlos de Jesus, brasileiro, economista, casado, pai de dois lindos filhos e que trabalha com Internet lá no Hotel Transamérica. Na verdade trabalho no HT desde que tinha 23 anos de idade. Agora tenho 45 anos, já pensou trabalhar numa mesma empresa e por tanto tempo? Precisa ser muito dedicado não é mesmo? Meus amigos me dizem que agora estou bem na foto. O que será que querem dizer com isso?

Olha, para que eu realmente concorde que realmente estou ficando bonito na foto preciso vender algumas pranchinhas, nem só de discurso vive o homem, assim peça já a sua, acesse o site www.holeone.com.br e envie um e-mail prá mim. Estou te esperando. Um abraço!!

 Valdecir Carlos de Jesus

O título desse blog retrata fielmente o sentimento de quem recebe de presente um dispositivo Hole One. Na verdade Hole One é a marca dos dispositivos portateis utilizados para treinar o putting. O putting é o movimento final praticado pelo golfista quando se está próximo de concluir o objetivo do jogo, ou seja, embocar a bola no buraco.

Desenvolvi este equipamento com a finalidade de propagar entre todos a prática deste esporte fantástico.

Abaixo uma foto de Isabel Filardis recebendo uma pranchinha de devolução pelo 3º lugar obtido no 3º One Day Golfe Caras realizado no Itanhangá Golf Clube no Rio de Janeiro.

Izabel Filardis